domingo, 31 de maio de 2015

Tag: Amo/Odeio



  Boa tarde, leitores! O PND foi indicado para a Tag Amo/Odeio pela Jéssica Sousa do blog Rascunho Com Café. Obrigado pela indicação, Jess!

  Funciona dessa forma: citar dez coisas que amo e que odeio, pôr o banner da tag, marcar quem indiciou e indicar 10 blogs para responder. Como esse Blog fala sobre música, resolvi fazer diferente e ao invés de colocar coisas aleatórias que eu amo ou odeio, falarei sobre as dez que mais amo e odeio no universo musical. Estão prontos?


10 COISAS QUE AMO

1-Músicas "Reais"
Não tem nada que eu admire mais do que uma música real, sincera e verdadeira, aquela que foi composta ou cantada direto do coração. A que você ouve e consegue enxergar a cena na sua cabeça, e pensar "nossa, isso estava acontecendo mesmo". Exemplo: Between The Lines - Sara Bareilles.

2-Cds
Já falei a razão de eu amar colecionar cds várias vezes aqui, mas vou falar de novo: cds contam histórias, como livros e fotos. Cada cd que comprei ou ganhei tem sua própria história, e não importa quando, eu sempre vou lembrar de todas cada vez que olhar para a capa ou ouvir as músicas. Por exemplo, um cd que marcou muito a minha vida: 21 da Adele.

3-Shows
Gente, tem coisa melhor do que ir em um show e ouvir suas músicas favoritas ao vivo? É muito louco pensar que o cérebro que criou aquilo tudo que você ouve, que você gosta, que te inspira, está ali bem na sua frente, mostrando sua arte ao vivo e a cores. Já fui a shows bons, shows mais ou menos, shows ótimos e a shows SURREAIS. Exemplo de um show que foi surreal pra mim: Christina Perri, Head Or Heart Tour.

4-Filas De Shows
Já fiz amizades em filas de shows que duram até hoje (beijo Lari e Ellen!), por isso eu sempre achei que esperar na fila com a galera era a parte mais divertida do show. Melhor fila de show da minha vida: Paramore, South America Tour. Apesar de toda a chuva e o frio que passei dormindo na fila, foi a melhor experiência que já tive nessa questão porque amigos meus de vários círculos diferentes e que não se conheciam se juntaram nesse dia. Formamos um grupo forte que ficou unido até o final, se ajudando e se guiando, e desse modo todos pegaram ótimos lugares e curtiram o show muito bem.

5-Clipes Com História
Amo absolutamente clipes desse tipo. Aqueles que contam uma historinha, sabe? Alguns já mudaram minha vida, por isso que eu sou devoto à eles. Exemplo: Nobody's Home - Avril Lavigne.

6-Músicas Tristes E Depressivas
Músicas alegres, que falam sobre festas e diversão não convém em todos os momentos. Agora, uma baladinha triste que faz você deitar a cabeça no vidro do ônibus e se imaginar em um filme caem bem em todos os momentos, até em momentos alegres. Exemplo: Sad Beautiful Tragic - Taylor Swift.

7-Edições Deluxes
Nada melhor do que uma versão mais aprimorada de um álbum que você já gosta. Exemplo: 1989 também da Taylor na edição deluxe, que vem com uma capinha de papelão protegendo o cd e 13 fotos polaroids com as letras das músicas.

8-Artistas Desconhecidos
Também já comentei sobre o assunto aqui (você pode conferir a lista dos meus favoritos clicando aqui), amo artistas desapreciados e apagados, ou porque estão apenas começando ou porque não conseguem reconhecimento mesmo. É triste porque geralmente, são os melhores e mais originais que você vai ouvir. Exemplo: Gabrielle Aplin.

9-Músicas Desconhecidas
Aquelas músicas perdidas em álbuns que ninguém conhece de artistas que ninguém liga. Que nunca são singles ou nunca são tocadas ao vivo. Geralmente são as minhas favoritas. Exemplo: First - Lucy Rose.

10-Músicas Com "Home" No Meio
Eu não conheço uma música que fale sobre Home que não me emocione. Seja um lugar ou uma pessoa o que você chama de lar, você sempre se identifica de alguma forma. No meu caso, eu sinto muita saudade de casa então essas músicas são um conforto pra minha alma. Me sinto revigorado cada vez que as ouço. Exemplo: Home - Phillip Phillips.


10 COISAS QUE EU ODEIO

1-Músicas Sem Conteúdo
Não tem coisa que me irrita mais do que músicas que falam sobre festas, bebedeira, drogas e sexo. Até gosto de algumas, mas essas geralmente não usam um desses temas como o principal. Não critico quem goste, mas minha vida é muito importante e curta pra eu gastar meu tempo vivendo numa atmosfera tão vazia quanto essa. Exemplo: Anaconda - Nicki Minaj [E pretty much todas as músicas dela que eu já ouvi exceto Fly, inclusive as que ela faz participação].

2-Artistas Sem Conteúdo
É sério, eu fico POSSESSO de ver pessoas sem um pingo de talento sob a luz dos holofotes quando existem artistas que trabalham tão duro e fazem tantas coisas por eles mesmos completamente apagados e sem reconhecimento. E só vou dizer isso porque se eu me aprofundar nesse tópico, vamos ficar aqui pra sempre porque do que eu tenho pra falar e de tanto artista que eu tenho pra criticar... Exemplo: Britney Spears.

3-Clipes Sem Conteúdo
Porque eu acho que se é pra fazer clipe falando sobre bundas chacoalhando, é melhor não fazer nada. E é só o que eu tenho a dizer. Exemplo: Wiggle - Jason Derülo.

4-Fãs Sem Noção
Não, não é porque você é fã de alguém que você entende de música. Não, sua cantora favorita não é a melhor do mundo só porque ela atingiu tal nota. Não, sua cantora favorita não é menos merda só porque ela sabe dublar e dançar pra compensar o fato que ela não sabe cantar. E SIM, PRA SER CANTORA PRECISA SABER CANTAR SIM. Exemplo: Os fãs da Britney Spears.

5-Músicas Boas Interpretadas Por Artistas Ruins
É triste porque eu gosto de muitas músicas que são boas mas que são interpretadas por artistas que eu odeio (e a razão de eu gostar é porque a música nunca é escrita nem tocada pelos intérpretes). Exemplo: 'Till The World Ends - Britney Spears.

6-Artistas Ruins Superestimados
Eu nem preciso explicar nada nesse tópico, só citando o exemplo vocês vão entender do que eu tô falando. Exemplo: todos os artistas famosos da atualidade brasileira, principalmente os que cantam Funk e "Sertanejo Universitário" (que não sei quem foi o imbecil que inventou essa porra de nome porque só existe um gênero de Sertanejo. Saudações Tonico e Tinoco).

7-Minhas Músicas Favoritas Virando Hits
NÃO TEM COISA QUE MAIS ME DEIXA COM ÓDIO DA VIDA DO QUE ISSO. Como eu já disse, eu sou apaixonado por músicas boas que ninguém conhece, e tenho uma relação muito estrita com minhas músicas favoritas. Agora, quando FINALMENTE as pessoas resolvem reconhecer que a música é boa e começam a dar atenção demais pra ela, eu odeio. Eu sou muito ciumento, com tudo, porque as coisas e as pessoas que eu gosto tem um valor enorme pra mim, e eu simplesmente não consigo vê-las interagindo com outras coisas e pessoas. Exemplo: Someone Like You da Adele. Na primeira vez que ouvi essa música, eu me apaixonei completamente e a adotei como minha favorita do álbum, principalmente porque um tempo depois eu estava vivendo algo parecido com a letra da música. Eu amava, simplesmente, ficava ouvindo a mesma música o dia inteiro e torcia pra ela lançar a música como single. Ela o fez. Saiu o clipe - péssimo por sinal. A música explodiu para mundo e de repente tocava em todos os lugares: na rádio, no bar da vizinha, nas cenas da novela. Todo mundo cantava a música. Todo mundo dizia que era sua música favorita. Todo mundo estragava MINHA música. Conclusão: eu tomei um nojo tão grande da música que até hoje eu ouço o cd e desligo em Lovesong (risos).

8-Meus Artistas Favoritos Virando Ídolos
Mesma questão das minhas músicas favoritas, só que com os artistas. O exemplo mais óbvio: Christina Perri, meu ídolo. Quando a conheci, ela ainda não havia lançado a tão famosa A Thousand Years que também explodiu pelo mundo e tocou em todo lugar, e foi cantada por todo mundo a ponto de me deixar com ódio eterno da música. Ela era só a minha Christina. A super-apreciada pela mídia mas que ninguém ligava. Até que ela veio ao Brasil e surgiu gente de todos os buracos que também era fã e eu nunca tinha visto, e eu fiquei tipo "Mas ela não era só a minha Christina?". Mesmo eu sabendo que ela tinha uma fã base, os Penguins, eu nunca achei que perto de mim existia tanta gente que cultivava o mesmo amor por ela do que eu. Hoje em dia eu não sou tão possessivo e agradeço por existirem tantas pessoas que também gostam dela, mas ainda assim tenho um pouquinho de ciúmes, afinal pra mim sempre foi eu e ela contra o mundo (risos). Já estou me preparando psicologicamente pra quando a Gabrielle Aplin estourar, porque VAI acontecer alguma hora, tenho certeza, e embora ela não seja ídolo pra mim nem nada eu a admiro muito.

9-Leigos
Por favor, se você nunca estudou música na vida, não inventa de discutir com quem estuda há 9 anos só porque você lê sites como PopLine e curte páginas como VocalPop.

10-Pessoas Que Falam Que Tudo É "Flop"
Miga, se você acha que tudo que não alcança o topo dos charts é flop, apenas pare. Volte pra escolinha de drags e aprenda que música de verdade não é aquela que vende mas a que toca seu coração.


Não consegui encontrar dez Blogs para indicar que já não tivessem sido indicados, então indicarei estes:

Miscelânea Da Mari
Teenage Dream
Don't Care
It Makes You Laugh

  That's al, folks! Deixem seus comentários, sugestões e críticas! Até a próxima!

sábado, 30 de maio de 2015

Vídeo: Por Que Ainda Compramos Cds Físicos?

  Boa noite queridos leitores!

  Passei uma tarde ótima com minha amiga Mariane Ferrari, autora do Miscelânea Da Mari e do Bookworm Like e resolvemos gravar um vídeo pra vocês!

  Por que ainda compramos cds físicos? Eis o motivo:




  E você, ainda compra cds? Concorda ou discorda conosco? Deixe seu comentário, sua crítica e/ou sua sugestão! Espero que gostem!

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Novidades de Christina Perri e Kelly Clarkson!

    Ontem, dia 28 de Maio, foi liberado o áudio oficial de algumas das músicas da trilha sonora do novo sucesso da Broadway, Finding Neverland. A coletânea conta com artistas como Christina Aguilera, Jon Bon Jovi, Ellie Goulding, Nick Jonas, além do próprio Matthew Morrison (O Mr. Schue de Glee) que estrela o musical e Christina Perri. Resolvi falar apenas da música da Christina nesse post porque o Blog é meu e eu sou fã dela então eu faço a porra que eu quiser me julguem porque vou deixar pra fazer uma review maior sobre o álbum inteiro quando o mesmo for liberado.




  All That Matters é uma versão pop de uma das músicas do próprio musical, compostas por Gary Barlow, Eliot Kennedy e John Shanks. O musical conta a história de Peter Pan antes dele ir para A Terra Do Nunca. Nem tenho palavras pra descrever o que senti quando ouvi a música pela primeira vez. A canção faz bem o estilo usual da Christina: piano característico com vocais doces e uma letra poderosa. Fiquei completamente emocionado com a voz  - como sempre - impecável e carregada de emoção com um falsete magnífico no final, unido à letra emocionante. A música ainda não foi liberada no iTunes, então tudo o que temos são streams onlines com qualidade baixa. Você pode ouvir a música em baixa qualidade clicando aqui. Abaixo, um pedaço traduzido da letra:


"Quando achei que meu mundo havia acabado
Que as cores tivessem apagado
Quando eu havia desistido de ter esperança
Os sentimentos, eles se agitaram de novo

Há uma luz brilhante no céu esta noite
Guiando-nos com segurança de volta pra praia
Eu não estou mais com medo

Tudo o que importa agora
É pra onde vamos a partir daqui
Há um jeito mais fácil se nós vivermos pelo hoje
Para descobrir que tudo o que somos é tudo o que importa
É tudo o que importa."


  A trilha sonora de Finding Neverland está marcada para ser liberada dia 8 de Junho.


  E hoje dia 29 de Maio, Kelly Clarkson liberou mais um clipe para seu álbum Piece By Piece! A faixa Invincible é um dos mais poderosos hinos já cantados por Kelly. Já fiz uma review sobre a música e o álbum inteiro (você pode ler clicando aqui), então nesse post comentarei apenas sobre o vídeo. Achei o tema maravilhosamente bem escolhido. Confesso que imaginei que ela usaria como tema principal a superação de obstáculos por parte dos portadores de necessidades especiais - o que aconteceu em parte, pois aparece uma menina numa cadeira de rodas - mas ao que parece, o tema principal foi a força feminina. O vídeo é bem simples, mostra algumas mulheres sendo libertadas de caixas, como uma metáfora de algo poderoso que estava preso sendo livre. Com uma fotografia incrível, um cenário interessante e uma coreografia bem objetiva, parece que Kelly conseguiu dar o recado de que ela agora é invencível. Confira o vídeo abaixo e deixe seus comentários e opiniões!



quarta-feira, 27 de maio de 2015

Resenha: All-American Boy - Steve Grand

  Boa tarde leitores do PunkNDisorderly, como vão vocês? Hoje falarei sobre um álbum bem especial de um cantor igualmente especial chamado Steve Grand.

  Steve começou sua carreira na música com covers no Youtube, exatamente como alguns músicos bem famosos hoje em dia já fizeram. Mas ele conseguiu notoriedade e atenção da mídia somente quando lançou um clipe para seu single All-American Boy em 2 de Julho de 2013. O que fez o vídeo se espalhar pela internet? O fato de Steve ser o primeiro cantor de música Country abertamente gay a se lançar nesse mercado. Veja bem: a música Country é bem tradicional nos Estados Unidos, e como tudo que é tradicional, é bem conservadora. Mesmo assim, continua sendo um dos meus gêneros musicais favoritos. Continuando, a música Country sempre foi muito conservadora, excluindo a comunidade LGBT de seu "espaço". Cantores homossexuais não poderiam cantar sobre sua verdade se quisessem se manter na indústria e não serem julgados, até mesmo excluídos e abandonados por suas gravadoras, como a cantora Chely Wright, que só pôde assumir sua orientação depois de já estar consolidada nesse universo. A mesma disse inclusive que Steve é bem valente por se lançar aberto sexualmente nesse mercado. "Este é um território desconhecido, como vocês sabem. Eu me assumi depois de estar anos no negócio, ele está tentando entrar no negócio". O que Steve fez de tão marcante? Lançou um clipe muito gentil sobre um cara se apaixonando por outro e descobrindo logo depois que ele é heterossexual. Pronto. All-American Boy tornou-se o hino de vários jovens gays na mesma situação e o nome de Steve já estava marcado na história da música Country, seja os conservadores querendo ou não. Logo depois, Steve lançou o clipe da música Stay e anunciou que começaria os trabalhos para lançar seu primeiro álbum. Não foi uma estrada fácil. Eu sei porque acompanhei os apelos e as campanhas de doação para arrecadar dinheiro para a produção e lançamento do mesmo. Teria ajudado se tivesse como, na época, isso um ano e meio atrás. O tempo passou e o sonho dele se concretizou, para a alegria de muitos fãs, e para a minha também. Precisamos de mais talentos como ele no mundo! E assim nasceu All-American Boy, o álbum.

  Desde o início, a característica que mais me chamou atenção em Steve era o fato dele escrever e produzir suas próprias músicas. Acho que ser gay é algo complementar a personalidade dele, parte do que ele é, e ele não precisa ser definido apenas como "o jovem cantor de country gay" porque ele é bem mais do que isso. Por que definir alguém por apenas um aspecto de sua personalidade, se todos nós somos um leque de diferenças que somam para formar um produto maior? Steve canta sobre homens, e isso é okay. Assim como cantores héteros cantam sobre o sexo oposto. Assim como homossexuais escutam músicas com letras heterossexuais e ainda assim conseguem aplicar à sua vida. Não vejo nada de errado na música dele, e se alguém vê, bom, isso vai de cada pessoa. Eu reverencio ao fato dele escrever suas próprias músicas porque não é todo cantor que faz isso. E gosto mais ainda de todas serem tão sinceras e do fundo do coração. Nada é melhor do que uma música sincera, em que você consegue sentir na alma tudo o que o artista está querendo passar. Muitas músicas são diários abertos, como as músicas do Goodbye Lullaby, álbum da Avril Lavigne. É muita coragem do artista se expor dessa forma para todo mundo ver, e mesmo assim muitos tentam e não conseguem fazer isso muito bem. Sentimentos são coisas pessoais, e ninguém gosta de expor suas dores, suas angústias, seus medos e as situações em que esteve por baixo, por isso eu admiro muito quem o faz. E isso também serve para sentimentos felizes! Muitas pessoas acreditam que estar apaixonado é uma fraqueza por exemplo, e não gostam de demonstrar. Por isso sei admirar uma boa love song. Mas agora que já falei um pouquinho do criador, vamos analisar a criatura em si!




  O álbum abre com Say You Love Me, uma baladinha animada tradicional de abertura de álbuns Country. Me lembrou muito o estilo de abertura do Gold da banda Lady Antebellum. Com um instrumental carregado de violões mesclados com o piano característico de Steve e um refrão poderoso, é uma das mais gostosinhas do álbum. A letra tem o mesmo conceito de All-American Boy, fala sobre estar apaixonado por um cara heterossexual - na perspectiva dele - e que neste caso, é seu melhor amigo, e que ele precisa manter isso tudo pra si para não perdê-lo. Isso é nítido quando no refrão ele diz "Porque quando eu fecho meus olhos, eu estou nesse mundo onde você não tem uma garota e eu estou bem ao seu lado. Dizer que você me ama não significa que eu vou te ter". É o tipo de música que já descreveu a situação de muita gente por aí, e é a minha favorita do álbum. A próxima música, Red, White And Blue, é a típica canção patriota que todo cantor ou banda Country precisa ter no currículo. A letra é romântica, mas usa a bandeira americana (as cores do título são as cores da bandeira) como referência para expressar algum tipo de sentimento. É uma música agitadinha, carregada com solos de guitarra em uma base acústica. A voz de Steve nessa música se mostra mais potente, com tons mais rasgados conforme ele vai alcançando notas altas. 

  Chegamos a um dos pontos mais altos do álbum, que eu pessoalmente torço para que seja o quinto single: We Are The Night. Uma das músicas mais pops da gravação, fugindo um pouco ao estilo Country com seus sintetizadores eletrônicos no refrão - e ainda sim sendo mais Country que o estilo Country-Pop de Taylor Swift no álbum Red. O que mais chama a atenção é a letra. É como se fosse um hino de todas a minorias. "Para todo garoto e toda garota, não importa quem você ama. E para todos os meus irmãos e irmãs trans de todas as raças, de todos os lugares ao redor desse mundo, é a nossa hora, vamos nos levantar". Consigo ver essa música fazendo muito sucesso com um clipe certo, e se espalhando por toda a comunidade LGBT. E finalmente estamos na faixa título, a quarta música que dá título ao álbum, All-American Boy. Legitimamente Country com uma nova roupagem para o álbum, é a música que levou Steve ao patamar de artista conhecido que muitos almejam. Nessa "nova" versão, a música está um pouco mais enérgica e mais carregada nos violões e no piano que a primeira versão lançada, que vocês podem conferir aqui embaixo. Como eu já disse antes, a letra fala sobre se apaixonar por um heterossexual, mas eu acredito que possa ser aplicada à qualquer situação de quem gosta de alguém que não pode ter. É uma balada muito gostosa de se ouvir. Steve produziu o clipe sozinho, que teve um custo de 7000 dólares, e foi dirigido e editado por Jason Knade, cujo qual possui alguns prêmios no currículo. Em 8 dias, o vídeo já possuía mais de um milhão de views no Youtube. Embora a grande maioria das críticas tenham sido positivas, alguns ativistas da causa LGBT criticaram o conteúdo, dizendo que possui a mensagem que "homens gays bebem muito, sentem pena de si mesmos e chegam em homens héteros quando estes estão sem suas namoradas". Escrevendo para a revista Slate, J. Bryan Lawder foi ainda mais severo. Sua declaração foi a seguinte: "Muito fora de contexto com os tempos atuais. É algo como história gay obscena antes de Stonewall [Nota: A Rebelião de Stonewall foi um conjunto de conflitos violentos entre a comunidade LGBT e a polícia de Nova York. Foi um marco por ter sido a primeira vez em que um grande número de pessoas LGBT se juntou para resistir aos maus tratos da polícia contra a comunidade]" e adicionando, "essa narrativa particular do tentador cara hétero e da rainha apaixonada é tão banal na comunidade gay que é motivo de risada". Steve se manteve firme às críticas e disse que aprecia as diferentes perspectivas a respeito de seu trabalho. Em uma entrevista, ele disse "Quando eu fiz o vídeo, eu não o fiz para propor qualquer situação sobre pessoas gays diferente das que nós compartilhamos com nossos irmãos e irmãs héteros - a que às vezes você ama alguém que não pode ter. Eu sei que soa verdadeiro especialmente para gays que crescem em um mundo heterossexual". E realmente soa. Desaprecio as críticas negativas e sou totalmente Team Steve nesse caso. Acho que pra você entender realmente o conceito de alguma coisa você precisa ter que vivê-la primeiro antes de dizer qualquer coisa.


All-American Boy


  A quinta música, Soakin' Wet, é uma baladinha animada carregada em violões e uma batida característica que vai ganhando força conforme chega o refrão. Uma divertida música típica de álbuns Country-Pop com uma letra nostálgica que fala sobre se divertir com uma pessoa do passado. Não chamou muito a minha atenção. A sexta música, Lovin' Again, é uma balada calma (esse álbum é recheado de baladas), com o piano característico de Steve guiando o resto do instrumental. Com uma típica letra romântica sobre dizer a deus e seguir em frente mas ainda ter lembranças convidativas do passado, a música é talvez a mais clássica de Country do álbum. Seguindo para a sétima música, Whiskey Crime, aqui encontramos um Steve mais agitado e divertido cantando sobre um dos temas favoritos dos artistas Country: bebida. (risos) A letra é um tanto bobinha, mas garanto que dá uma diversão boa numa festa depois de alguns drinks. A voz dele tá bem carregada nessa música, e os backing vocals dominam toda a batida. Com um solo brilhante de guitarra antes da ponte, a música é regida por batidas fortes e agitadas, perfeitas pra momentos enérgicos nos shows. A nona música e segundo single da gravação, Stay, segue a linha de Whiskey Crime, porém com um instrumental mais leve e menos carregado, e uma letra romântica. Os metais são característicos nessa, juntamente com um banjo guiando as batidas desde o início, dando um ar divertido e animado à música. Perfeita pra festas também. A letra é simples mas objetiva: "Eu acho que você deveria ficar comigo por todo o verão, ficar comigo embaixo das cobertas, ficar comigo e ser meu amor". O clipe também é bem objetivo. Se você está cansado de histórias de amor gays que sempre terminam tragicamente, vale à pena dar uma conferida nessa.


Stay

  A nona música, Next To Me, também segue a linha animada das duas anteriores, só que desta vez repleta de guitarras distorcidas com um piano característico, e vocais carregados. Conhecemos um pouco mais da potência vocal de Steve nessa. A letra é divertida e acho que o trecho "Você está dançando ao meu lado, você balança seu corpo como oh oh oh, está tomando conta de mim agora, continue dançando, continue dançando ao meu lado" descreve bem sobre o que ela se trata. Voltando ao nível de músicas depressivas-tristes-que-te-destroem-te-deixando-na-merda chegamos à décima canção do álbum e minha segunda favorita, Time. Eu me apaixonei pelo instrumental no momento em que ouvi porque sou apaixonado por músicas que começam devagar e vão crescendo, como uma energia que vai aumentando mais e mais dentro de você até explodir. O interessante é que ela não explode, ela permanece simples, porque afinal é uma música relativamente triste. O piano regendo a canção é a parte mais bonita, logo depois entram as batidas e notas soltas de guitarra acompanhando, e ela vai crescendo e crescendo até se acalmar de novo numa batida quase uptempo. A letra é uma nostálgica lembrança do passado quando "o tempo estava a nosso favor". Vale a pena conferir quem sente saudades de alguém ou de um relacionamento. Dizem que uma boa música triste acalma um coração aflito. 



Time


  Better Off é a décima primeira música do álbum. Também possui o piano característico de Steve, só que dessa vez misturado à sintetizadores parecidos com os usados em We Are The Night. Acho que é uma típica canção pra "encher linguiça" no álbum, porque ela é um pouco "mais do mesmo" já feito na gravação, e é uma que eu praticamente nunca escuto, nem tem o menor significado pra mim. O que tenho a falar sobre a décima segunda música do álbum é um pouco contraditório e fora de sentido, mas é a verdade: Run me lembra muito a introdução de um álbum de música cristã de artistas gospel como Jeremy Camp. Uma música forte com uma letra igualmente intensa, onde ele canta "eu começo a correr, eu ainda sou jovem, sem olhar pra trás de onde eu vim", me lembrou muito hinos que cantam em igrejas por aí. Talvez muitos não entendam porque fiz essa conexão, mas isso com certeza faz muito sentido pra mim. Poderia até citar Reckless do Jeremy como referência, se alguém quiser entender do que estou falando. Finalmente, chegamos ao encerramento do álbum com Back To California. À primeira vista, eu achei o vídeo completamente desconexo com a realidade que Steve queria passar, como se ele quisesse dizer "Então, eu gosto de homens mas eu ainda sou machão, não sou afeminada, olha como eu pego essa menina". Tecnicamente, a menina no clipe seria uma melhor amiga do passado e a música falaria disso: de uma amizade sincera e verdadeira que ele tem muita saudade. Comecei a entender sobre isso quando coisas do tipo começaram a acontecer comigo. Infelizmente, existem momentos no nosso passado que não podemos voltar, e é quase como se você já soubesse que fosse sentir falta das coisas que você está vivendo agora. Depois de compreender isso, comecei a apreciar a música e o videoclipe. Falando nisso, dedico essa música à uma das minhas melhores amigas Mariane Ferrari, brilhante autora do Miscelânea da Mari e do Bookworm Like. Você sabe o porquê, Mari. :')


Back To California


  Todas as músicas foram compostas por Steve, exceto Red, White And Blue (Steve Grand, Itaal Shur e Larry Dvoskin) e Soakin' Wet (Steve Grand e Andrew Allen). O álbum estreou em quadragésimo sétimo lugar na Billboard 200 e nos em terceira posição nos charts de Álbuns Independentes. Vendeu 10.000 cópias no final da semana do fim de Março.

  E é isso galera, chegamos ao fim de mais uma postagem! Vale a pena conferir o trabalho de Steve assim como vocês estão aqui conferindo o meu! E lembrem-se: críticas, dúvidas e sugestões, é só deixar aqui nos comentários. Infelizmente não vai rolar vídeo pra essa resenha porque o cd físico só foi lançado lá nos Estados Unidos. Quem sabe numa próxima? Hahaha Beijo grande, e até a próxima! 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Música Boa Que Ninguém Conhece, Parte 1

    Fala galera do PND! Já faz um tempinho, mas estou de volta! Tá a fim de conhecer músicas novas e sair um pouco da mesmice? Dá uma lida aqui embaixo!

  Primeiramente, quando digo "novas" é porque eu nunca havia escutado nenhum desses artistas antes deste presente ano de 2015, e se ouvi, não me lembro. Pois bem: já faz um tempinho que estou querendo fazer essa postagem. Primeiro porque eu amo "música boa que ninguém conhece". Segundo porque eu amo apresentar "música boa que ninguém conhece" pra quem não conhece e terceiro porque eu gosto de estar sempre divulgando esses talentos inexplorados (e na maioria das vezes, mal valorizados). Afinal, se tem uma coisa que me tira completamente do sério é artista sem um pingo de talento estar na mídia, ganhando reconhecimento (e dinheiro, claro) quando tanta gente boa é simplesmente apagada e desconhecida, sendo que esses artistas desvalorizados geralmente tem TANTA coisa boa pra oferecer que eu fico impressionado no quanto a vida pode ser injusta. Ouço gente dizendo que a pessoa pode não saber cantar ou compor, mas que sabe interpretar, ou dublar, e que isso é talento também. Okay, cada um possui habilidades únicas que nos torna especiais, mas quando isso começa a interferir no que deveria ser a indústria da música e não é, se torna um problema. Música é comercial, sempre será comercial, isso é um fato. Mas eu ainda acredito que música seja sentimento, emoção. Que a música pode te evoluir em tantos jeitos diferentes que sou altamente dependente dela pra conseguir se quer viver. Eu preciso de música pra dar conteúdo aos meus sentimentos, aos meus momentos. Preciso de música pra me dar o que eu preciso quando eu preciso. Inspiração, coragem, força, uma direção pra onde seguir. Música consegue extrair completamente a essência de quem eu sou e do que eu tenho a oferecer ao mundo. Música, assim como o amor, é uma força superior. Então pra mim, é muito mais do que auto-tune, letras escritas por 20 pessoas diferentes na intenção de vender e bundas chacoalhando em um videoclipe. E não tem nada mais gratificante pra mim do que encontrar artistas que me provem que eu não estou errado, por isso listei algumas das minhas mais recentes descobertas, de artistas e músicas que definem totalmente o meu conceito de "música não-comercial". Espero que gostem!


Gabrielle Aplin



  Conheci a Gabi quando estava assistindo a última temporada de Skins, uma série britânica muito famosa e polêmica com fãs por todo o mundo. Sua música Start Again foi o tema de encerramento da história da minha personagem favorita, e consequentemente acabou virando a minha música favorita da mesma. A letra fala perfeitamente sobre algo que eu pessoalmente estou muito acostumado a lidar: recomeços. Já fica a dica pra quem estiver à procura da mesma coisa.

Start Again


  Rapidamente fui ao Youtube procurar mais músicas dela, e me deparei com o vídeo de Home. Eu ainda fico surpreso em como não existe uma música que tenha a palavra "home" no título e que não seja boa (Exemplos de artistas quem tem: Phillip Phillips, Michael Bublé, Edward Shape And The Magnetic Zeros, Skylar Grey, Evanescence, Switchfoot, James Blunt, OneRepublic, Lady Antebellum, Dierks Bentley e mais uma lista infinita), e como eu consigo gostar de TODAS. Mas o que me chamou a atenção na Home da Gabrielle foi o fato dela ter tornado realidade um dos meus sonhos no clipe, que é o de colocar o pé na estrada, sem destino, sem data pra voltar, sem me importar com as consequências (o que eu ainda espero poder fazer um dia). O vídeo carrega tanta essa essência que me emocionou profundamente na primeira vez que vi - o que foi o suficiente pra me fazer procurar TUDO sobre ela. A música em si é um carinho na alma cada vez que ela canta que "lar é onde seu coração está gravado em uma pedra". Não é todo lugar que podemos considerar como nosso lar, aquele que nós realmente sentimos que seja, por isso pra pessoas como eu que estão longe de casa e sentem tanta falta que chega a doer, essa música é um consolo pro coração aflito. 


Home


  O estilo de Gabrielle pode ser considerado folk, mas você consegue ouvir muitos elementos de pop e blues misturados. A voz suave, doce e delicada são sua marca registrada, mas o que mais chama a atenção são suas letras poderosamente sinceras e poéticas. Desde assuntos como relacionamentos à superação pessoal, você consegue sentir que aquelas palavras vieram direto de seu coração. E é TÃO BOM saber que hoje em dia ainda existem tais cantoras, que compõe suas próprias músicas e compartilham todos seus sentimentos através de puro talento, que eu fico um pouco mais esperançoso que algum dia esse tipo de artista será mais superestimado e que vão cansar de consumir essa quantidade de lixo comercial que temos hoje em dia no mundo da música.

  A cantora possui até agora um álbum de estúdio, intitulado English Rain, cujo o qual é um dos meus vícios atuais porque eu sou apaixonado por absolutamente TODAS as músicas e todas possuem algo que me chamam a atenção. Dou destaque para Panic Cord, Keep On Walking, Please Don't Say You Love Me, Salvation, Alive Start Of Time na versão standard e Wake Up With Me na versão deluxe. Vale conferir também o cover incrível de The Power Of Love da banda Frankie Goes To Hollywood. Você pode ouvir o cd inteiro no Youtube clicando aqui. Ela também tem 4 Eps no currículo e um segundo álbum em produção com data de estreia para 18 de Setembro desse ano, intitulado Light Up The Dark. Ainda esta semana no dia 18, a cantora lançou o primeiro single de mesmo nome. A música me chamou muito a atenção porque parece ser bem mais produzida do que suas primeiras gravações. Os vocais estão mais carregados de agudos, e o instrumental está mais completo. Parece que em pouco tempo ela cresceu bastante musicalmente, e isso é lindo de se acompanhar. Confira:


Light Up The Dark


  Gabrielle também emplacou suas músicas em séries como The Vampire Diaries Teen Wolf.



Lucy Rose



  Assim como a Gabrielle, também conheci o trabalho da Lucy a partir de Skins. Me apaixonei por Don't You Worry no momento em que ouvi. Lucy tem um estilo bem parecido com o de Gabrielle, porém um pouco menos carregado em instrumentos. Na minha visão, ela prefere investir no clássico voz e violão, o que faz com maestria. Com batidas simples mas letras carregadas de sentimento e uma voz suave e aparentemente frágil, suas masterpieces são suas baladas, como Shiver


Shiver

  A cantora possui um álbum de estúdio lançado em 2012, chamado Like I Used To (que eu inclusive sou apaixonado pela capa, essa coisa de misturar música com estrada simplesmente me fascina!). Destaques para Don't You Worry, First e Be Alright na versão standard e Scar e Gamble na versão deluxe. Seu segundo álbum, Work It Out, está marcado para estrear dia 6 de Julho deste ano. Ela já lançou duas músicas que potencialmente estarão na gravação, Like An Arrow e Our Eyes. Ambas mantêm a leveza dos vocais de Lucy, mas possuem um estilo mais carregado em instrumentos do que em seu primeiro álbum. Confira:


Our Eyes


  Ela também emplacou músicas em outras séries, como The Vampire Diaries, assim como Gabrielle. Meu cérebro já fez uma conexão automática das duas quando as conheci, porque as duas possuem o mesmo estilo de vocais, o mesmo estilo musical, colocaram músicas nas mesmas séries e estão lançando novos álbuns na mesma época. Eu sinceramente adoraria uma parceria entre as duas, tanto em composições quanto em vocais.


Jessie Ware



  Meu primeiro contato com ela foi quando ouvi a trilha sonora de Fifty Shades Of Grey (você pode ler minha resenha sobre a mesma clicando aqui), mas à primeira vista ela não me chamou muito atenção porque achei a música Meet Me In The Midle bem desconexa com o resto do álbum. Mas ela me ganhou de uma vez quando ouvi Say You Love Me tocando em na série Looking. Não tem uma vez que eu não escute essa música e não sinta arrepios subindo pela minha espinha. Com uma letra absurdamente profunda e penetrante e vocais poderosos (complementados com os backing vocals de ninguém menos que Ed Sheeran, co-compositor da canção), eu poderia compará-la à The Words da Christina Perri. Aparentemente, elas não tem nada a ver uma com a outra, mas ambas falam sobre aquele pequeno e curto momento que é você estar apaixonado e se dar conta disso, e estar muito feliz e ao mesmo tempo completamente aterrorizado por isso e não fazer a mínima ideia de como contar para a outra pessoa. 


Say You Love Me


  Jessie já possui um álbum no currículo, intitulado Devotion, e agora está seguindo trabalho com seu sucessor, Tough Love. Com músicas extremamente românticas e poderosamente escritas por ela e outros co-compositores, o álbum tem uma pegada totalmente diferente de Gabrielle Aplin e Lucy Rose. Diferente das duas, que puxam o estilo de pop para o folk, Jessie puxa para o Soul, cantando com sua voz forte e potente, sem muito da suavidade citada antes. Vale a pena conferir além de Say You Love Me, Cruel, Pieces e Champagne Kisses. E é claro, uma das músicas mais lindas que já ouvi na vida, You & I (Forever). A música é tão carregada de verdade que quase te faz querer ter alguém eterno só pra dedicá-la e sentir na realidade tudo que ela fala sobre. Mesmo quando você é daqueles que acha que não precisa de ninguém.


You And I (Forever)



Rae Morris




  Completando a minha lista, também descobri a Rae Morris através de Skins, cantando um encerramento ÉPICO de temporada que me deixou largado no chão chorando compulsivamente por uns 10 minutos (risos). Ainda não tive tempo pra viciar no Unguarded, seu álbum de estreia lançado em Janeiro deste ano, mas indico para quem gosta de pop experimental. Na verdade, não ter tempo não é bem a palavra, eu diria "não tive saco", porque embora eu ultimamente prefira música calma e carregada de sentimentos, não absorvi o feeling do álbum. A única que eu realmente ouço é Don't Go [AVISO: NÃO OUÇA SE VOCÊ NÃO ESTIVER NUM BOM MOMENTO. NÃO QUERO FAVORECER O SUICÍDIO ALHEIO, PORQUE O QUE ESSA MÚSICA TEM DE LINDA ELA TEM DE DESTRUIDORA DE BEM ESTAR], mas não deixo de colocar a Rae aqui na lista porque sua voz e seu talento pra compor merecem ser conhecidos, afinal não é porque eu não senti uma ligação imediata que outras pessoas não sentirão. Quem sabe eu consiga me conectar com sua música mais tarde. De qualquer jeito, ainda prefiro ver ela ganhando prêmios do que essas esquisitonas que cantam músicas sobre o próprio rabo. Nada contra, é claro, porém prefiro músicas que falam sobre coisas com mais significado. É tipo, "o que falar dessa Rae que mal conheço mas já considero pakas?"


Don't Go


  Não pude deixar de reparar no fato das quatro cantoras serem britânicas. Eu não ouvia muito de música britânica, e de repente apareceu essa revolução na minha vida esse ano. Acho que eu posso me acostumar! Mas essa não é a maior semelhança entre as quatro. O que elas têm em comum é o fato de serem compositoras incrivelmente brilhantes, cantoras exímias e artistas dignas que merecem uma posição maior de destaque na indústria. Sempre que surgirem essas surpresas no meu caminho eu vou divulgar aqui no Blog. E, você? Também é fã de "música boa que ninguém conhece"? Deixe sua sugestão nos comentários, e compartilhe esta postagem para que outras pessoas também possam conhecer coisas novas e sair dessa mesmice! Obrigado por lerem e até a próxima!

domingo, 3 de maio de 2015

Resenha: Head Or Heart Tour + Promoção

  Ir em shows é sempre uma experiência única, mas ir no show do seu ídolo é simplesmente a coisa mais surreal que pode acontecer com um fã. Tentei de todas as formas encontrar palavras pra fazer uma postagem detalhada e completa, mas não consegui, então achei que fosse melhor que vocês me ouvissem cara a cara, por isso nosso querido PunkNDisorderly ganhou seu segundo vídeo!


Christina performando "Human" - Foto de minha autoria


  Aqui estão todos os detalhes da minha experiência com a cantora Christina Perri em sua primeira Tour no Brasil, semana retrasada. Logo abaixo tem os vídeos que gravei de algumas músicas e momentos especiais do que foi o meu dia com ela. Espero que gostem!




Vídeos do show (todos de minha autoria):


Trust + Shot Me In The Heart


Distance


Burning Gold
 


The Words


One Night


A Thousand Years


Be My Forever



Human


I Believe


Thinking Out Loud (Cover do Ed Sheeran) + Penguin


Jar Of Hearts


Christina dizendo que ficaria na minha casa na próxima visita ao Rio


Christina indo embora do Teatro Bradesco Rio


  E pra compensar o excesso de vídeo e falta de texto, resolvi organizar a primeira promoção do Blog! Os dez primeiros que compartilharem a postagem e/ou o vídeo da resenha e comentarem aqui na postagem receberão em casa pelo correio uma foto tamanho 20x30 da Christina. Detalhe: Foto que ela está olhando pra mim e pra minha câmera. Momento único que consegui registrar e que compartilharei com todos vocês!




  Lembrem-se de comentar seus Twitters/Facebooks para que eu possa solicitar o endereço de envio das fotos! E é claro: sintam-se à vontade pra opinar sobre a postagem. Sugestões e críticas positivas ou negativas sempre serão bem vindas aqui. Obrigado por lerem e espero que tenham gostado, pois foi a postagem mais sincera que já fiz! E até a próxima!